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Putin ignora ameaça de Trump e planeja intensificar guerra na Ucrânia, diz Reuters

Líder russo acredita que pode resistir às sanções econômicas; Kremlin classifica declarações dos EUA como “sérias”

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não demonstrou recuo diante da ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 100% caso a guerra na Ucrânia não tenha um cessar-fogo em até 50 dias. Segundo fontes ouvidas pela agência Reuters, o Kremlin pretende intensificar o conflito e pode até aumentar suas reivindicações territoriais na Ucrânia.

De acordo com a reportagem, Putin acredita que a Rússia tem capacidade de suportar novas pressões econômicas, mesmo com a possível aplicação de sanções secundárias a países que continuam comprando petróleo russo.

Nesta terça-feira (15), o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classificou as declarações de Trump como “muito sérias” e pediu tempo para uma análise mais detalhada. “Algumas falas foram dirigidas pessoalmente ao presidente Putin. Quando ele achar necessário, comentará oficialmente”, afirmou.

Escalada de tensão

Na segunda-feira (14), Trump anunciou, durante encontro com o novo secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que adotará “tarifas muito severas” contra a Rússia caso não haja um acordo até agosto. Posteriormente, a Casa Branca confirmou que as tarifas serão de 100%, com foco em setores estratégicos, especialmente energia.

Trump também criticou Putin diretamente. “Estou muito decepcionado com Putin. Conversamos bastante, mas sempre que desligo o telefone, no dia seguinte há um ataque a Kiev. Isso se repete, e você percebe que essas conversas não significam nada”, afirmou.

Armas e pressão europeia

Além das tarifas, os Estados Unidos prometeram novas remessas de armamentos à Ucrânia, incluindo sistemas antiaéreos Patriot e armamentos de “alta tecnologia”, que serão financiados por países europeus, dentro de um novo acordo com a Otan. Segundo Trump, os equipamentos serão enviados “rapidamente para o campo de batalha”.

Mark Rutte endossou o discurso americano e fez um alerta ao Kremlin: “Se eu fosse Putin, reconsideraria minha posição. Esse anúncio deve ser levado a sério”.

Sanções em discussão no Congresso

Trump também mencionou que está analisando um projeto de lei que prevê tarifas de até 500% para países que auxiliem economicamente a Rússia, ampliando ainda mais o escopo da pressão internacional.

*Com informações da CBN e agência Reuters

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