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Eduardo Bolsonaro pede a Trump punição contra Moraes e acusa governo Lula de perseguição

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a gerar polêmica neste domingo, 13, ao publicar um novo vídeo em inglês nas redes sociais, no qual pede que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplique sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e outros integrantes do governo brasileiro. Segundo ele, há uma perseguição em curso contra sua família e contra a oposição política ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Do exterior desde março, Eduardo está nos EUA buscando apoio entre lideranças ligadas ao trumpismo para contestar a situação jurídica de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente inelegível até 2030 e réu no STF por tentativa de golpe de Estado.

No vídeo, Eduardo cita a Lei Magnitsky, dispositivo criado durante o governo Obama que permite aos EUA impor sanções econômicas e diplomáticas a indivíduos estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos. Ele solicita que o Congresso americano, hoje com maioria republicana, aprove o uso da medida contra Moraes e outras autoridades brasileiras.

“Quase toda a minha família enfrenta julgamentos injustos”, afirma Eduardo. “O Brasil hoje não é uma democracia.”

No conteúdo publicado, o parlamentar vai além e sugere que o atual governo brasileiro teria relações com organizações extremistas do Oriente Médio, exibindo uma notícia sobre a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na posse do novo presidente do Irã.

“Ele estava ao lado de líderes do Hamas, Hezbollah, Jihad Islâmica e outros grupos radicais”, declarou.

Eduardo também afirma que o Partido dos Trabalhadores estaria atuando para excluí-lo das eleições de 2026, comparando a situação política brasileira ao regime de Nicolás Maduro, na Venezuela. Ele alega que sua atuação no exterior tem sido usada como argumento para pedidos de prisão feitos por parlamentares de esquerda.

Lula ironiza vídeo e critica postura de Eduardo

Em resposta indireta, o presidente Lula ironizou o vídeo durante um evento no Espírito Santo, na última sexta-feira, 11. Segundo ele, Jair Bolsonaro teria enviado Eduardo aos EUA para “pedir a Trump que libertasse o pai”.

“A coisa [Jair Bolsonaro] mandou o filho se afastar da Câmara e ir lá ficar pedindo: ‘Trump, pelo amor de Deus, solta meu pai’. É preciso essa gente criar vergonha na cara”, declarou Lula, em tom sarcástico.

Crise diplomática e aumento de tarifas por parte dos EUA

As declarações de Eduardo Bolsonaro ocorrem em meio ao aumento das tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, após Trump anunciar tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, com início previsto para 1º de agosto. O novo tarifaço atinge diversos setores e se soma às taxas já impostas anteriormente sobre aço e alumínio.

Diante da medida, o governo brasileiro reagiu com críticas e reafirmou a soberania nacional. Em publicação nas redes, Lula compartilhou uma arte com os dizeres “Brasil Soberano”, reforçando a postura contrária ao intervencionismo americano.

O que é a Lei Magnitsky e como pode ser usada

A Lei Magnitsky foi criada em 2012 para punir responsáveis por violações graves de direitos humanos e corrupção ao redor do mundo. Ela permite que os EUA congelem bens, bloqueiem contas bancárias e revoguem vistos de estrangeiros envolvidos em tais crimes.

Para ser aplicada, a medida precisa passar pelo crivo do Congresso americano, hoje dominado pelos republicanos, aliados de Trump. Apesar da pressão feita por Eduardo Bolsonaro, não há indicativos de que o Legislativo americano pretenda agir sobre o caso brasileiro.

Fonte: Portal Metrópoles

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