O governo japonês está em estado de atenção máxima após a ocorrência de mais de 1.800 terremotos nas últimas semanas na cadeia de ilhas Tokara, localizada na província de Kagoshima, no sudoeste do Japão. A situação tem preocupado autoridades e mobilizado órgãos de segurança e saúde diante da escalada na atividade sísmica, que teve início no dia 21 de junho.
Segundo a Agência de Meteorologia do Japão, tremores com intensidade de até seis, numa escala japonesa que vai de zero a sete, têm sido registrados na região, exigindo cautela redobrada por parte da população local e visitantes. O maior abalo, classificado como intensidade seis (fraco), ocorreu no último dia 3 de julho, atingindo a ilha de Akusekijima.
Diante da instabilidade geológica, as autoridades da cidade de Toshima estão avaliando cuidadosamente o momento seguro para o retorno dos 64 residentes evacuados das ilhas Akusekijima e Kodakarajima. A previsão é de que uma decisão seja tomada até o dia 17 de julho, desde que não sejam registrados tremores de intensidade quatro ou mais por cinco dias consecutivos.
Enquanto isso, o governo japonês deslocou profissionais de saúde para as ilhas afetadas, a fim de prestar assistência a mais de 60 pessoas que permanecem na região. A prioridade é garantir a segurança dos moradores enquanto o cenário sísmico não apresenta sinais de estabilização.
De acordo com os dados mais recentes, 1.878 tremores com intensidade de um ou mais já foram identificados. Embora a região tenha histórico de forte atividade sísmica, com registros relevantes em 2021 e 2023, o número atual de abalos supera significativamente os episódios anteriores, reforçando o alerta para possíveis desdobramentos.
A continuidade do monitoramento e a adoção de medidas preventivas são essenciais para minimizar os impactos dessa intensa sequência de terremotos que voltou a colocar o Japão sob os olhos do mundo.
Fonte: Agência Brasil



