Uma nova autópsia feita por peritos brasileiros revelou que a publicitária Juliana Marins, de 26 anos, pode ter permanecido viva entre um e dois dias após sofrer uma queda de um penhasco durante uma trilha no vulcão Rinjani, na ilha de Lombok, na Indonésia. A informação foi confirmada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que teve acesso ao laudo solicitado pela família da vítima.
Juliana, natural de Niterói (RJ), fazia um mochilão pela Ásia, tendo visitado Filipinas, Vietnã e Tailândia antes de seguir para a Indonésia. No dia 21 de junho, ela decidiu realizar a trilha até o cume do vulcão Rinjani, uma das atrações turísticas mais procuradas da região. Durante o percurso, caiu de um trecho íngreme e desapareceu.
De acordo com o novo laudo pericial, a morte teria ocorrido entre 1h15 do dia 23 e 1h15 do dia 24 de junho, até 48 horas após o acidente, ocorrido no dia 21. A análise também reforça as conclusões iniciais da perícia indonésia: Juliana morreu em decorrência de múltiplos traumas e hemorragia interna causada por politraumatismos, compatíveis com a queda de grande altura.
Drone mostrou que Juliana ainda estava viva após queda
Horas após o acidente, um grupo de turistas espanhóis passou pela trilha e utilizou um drone para tentar localizar a brasileira. As imagens registradas mostraram Juliana ainda com sinais vitais cerca de 200 metros abaixo do local da queda, o que reacendeu as esperanças de resgatá-la com vida.
Mesmo com o alerta, o serviço oficial de resgate da Indonésia não conseguiu alcançá-la a tempo. Ela chegou a ser avistada imóvel, posteriormente, a cerca de 400 metros da base. Seu corpo só foi encontrado no dia 24 de junho, por voluntários que colaboravam com as buscas.
Diferença entre as perícias
Enquanto a perícia indonésia havia estimado que Juliana sobreviveu por até 20 minutos após a queda, o laudo feito no Brasil indicou a possibilidade de uma sobrevivência de até 15 minutos após o impacto direto, mas reforçou que a morte pode ter acontecido até dois dias após o acidente, devido ao tempo que o corpo permaneceu no local e às dificuldades de resgate.
Família pediu nova análise
A nova autópsia foi realizada a pedido da família da vítima, que buscava esclarecer dúvidas sobre as circunstâncias da morte e o tempo que Juliana teria permanecido com vida. O corpo foi trazido ao Brasil e submetido a novos exames, que também destacaram que as condições em que o corpo chegou ao Instituto Médico-Legal dificultaram a determinação precisa do momento do óbito.
Juliana Marins era uma viajante ativa nas redes sociais, onde compartilhava experiências de sua viagem pela Ásia. Sua morte gerou comoção entre amigos, familiares e seguidores.
Fonte: IstoÉ



