Parceria com Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein cria nova zona de livre comércio com mais de 300 milhões de consumidores.
O Mercosul oficializou, nesta quarta-feira, 2, a conclusão de um acordo de livre comércio com o EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio), bloco europeu formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O anúncio foi feito durante a cúpula do Mercosul, realizada em Buenos Aires, na Argentina, e representa um passo estratégico na ampliação do comércio internacional sul-americano.
Com o pacto, será criada uma zona de livre comércio que reunirá quase 300 milhões de consumidores e economias que somam mais de US$ 4 trilhões. Embora as negociações tenham sido iniciadas em 2017 e finalizadas tecnicamente em 2019, exigências ambientais feitas pelos países europeus adiaram o fechamento do texto. Agora, o acordo precisa ser ratificado pelos parlamentos dos países-membros para entrar oficialmente em vigor.
Acordo com EFTA ganha força após vitória de Trump nos EUA
As conversas com o EFTA ganharam novo fôlego após a eleição de Donald Trump, em meio ao crescimento do protecionismo norte-americano. Para os europeus, o tratado com o Mercosul representa uma oportunidade de ampliar mercados e reduzir a dependência comercial dos Estados Unidos, especialmente em setores estratégicos como agropecuária, serviços e tecnologia.
O Brasil, como maior economia do Mercosul, vê na parceria uma chance de diversificar exportações e aumentar sua presença em mercados de alto poder aquisitivo.
União Europeia ainda é desafio para o Mercosul
Além do EFTA, o Mercosul segue tentando viabilizar o acordo comercial com a União Europeia, que foi fechado tecnicamente em dezembro de 2024, durante a cúpula realizada no Uruguai. Apesar do avanço, o tratado ainda enfrenta resistência de países europeus, especialmente por preocupações ambientais e pela alta competitividade dos produtos brasileiros.
No mês passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve na França para buscar apoio do presidente Emmanuel Macron, que reiterou a necessidade de reforçar as cláusulas ambientais do documento antes da votação no Parlamento e no Conselho Europeu.
Fonte: Agência Brasil



