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De GPS a Chat GPT: maioria dos pequenos negócios abraça a Inteligência Artificial para aumentar resultados

A Inteligência Artificial (IA) já é uma realidade no cotidiano da maioria das micro e pequenas empresas brasileiras. É o que aponta o estudo “Transformação Digital nos Pequenos Negócios 2025”, realizado pelo Sebrae. Na pesquisa espontânea, 44% dos empreendedores afirmam que já fizeram uso de algum tipo de IA. Mas, quando indagados sobre a adoção de plataformas específicas, esse percentual cresce significativamente.

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, o estudo confirma que as tecnologias inovadoras estão revolucionando o modo de empreender e não podem ser ignoradas pelos pequenos negócios, nem mesmo pelos microempreendedores individuais.

“A inteligência artificial é um conceito que não tem mais volta. Os pequenos negócios podem fazer a gestão da empresa com o celular na mão. O Sebrae tem trabalhado para capacitar e apoiar nossos empreendedores nessa jornada, ampliando o nível de digitalização em todo o país. Contamos com o engajamento de diversos parceiros e com as políticas públicas que vêm sendo implementadas pelo governo do presidente Lula e do vice, Geraldo Alckmin, por meio de programas como o Brasil Mais Produtivo”

Décio Lima, presidente do Sebrae

O levantamento mostra que 8 em cada 10 já usaram GPS, 77% dizem que já tiveram alguma experiência com programas de reconhecimento facial, 56% já utilizaram assistentes virtuais e 52% disseram usar aplicativos que melhoram a qualidade de imagens. Essas ferramentas, muitas vezes integradas a aplicativos de uso diário, demonstram a capilaridade da IA em funções básicas e essenciais para a operação dos negócios.

O Sebrae identificou ainda o uso de outros recursos, como Chat GPT, Deep Seek, Copilot, Gemini e outros de textos generativos (51%); ferramentas digitais de geração de imagem (44%); chatbots com robôs no Whatsapp (41%); chatbots de vendas (30%); dispositivos inteligentes que controlam luz, temperatura e outros aspectos da empresa (22%); eletrodomésticos inteligentes (21%); e bate-papo com robôs que tiram dúvidas financeiras (20%).

análise por porte de empresa revela que, quanto maior o tamanho do negócio, mais intenso é o uso de Inteligência Artificial. Na pesquisa espontânea, as empresas de pequeno porte (EPP) são as que mais afirmam ter feito uso de IA (65%) contra 35% dos microempreendedores individuais (MEI).

Esse mesmo comportamento é identificado no aspecto da escolaridade do empreendedor. Segundo a manifestação espontânea, o uso de IA é intenso entre os donos de negócio que têm maior escolaridade, em especial, entre aqueles com nível superior (60%) e com pós-graduação (75%).

Também de acordo com a tendência geral da sociedade, entre os empresários mais jovens, o uso da IA é maior. Empreendedores com até 34 anos são os que mais utilizam a tecnologia (56%). Já para aqueles com 65 anos ou mais, esse uso cai para 38%.

Quando as perguntas são feitas de forma estimulada, analisando o uso de aplicações digitais específicas, a tendência se mantém, embora os resultados sejam expressivamente maiores. O levantamento mostrou que 92% das EPP usam GPS, seguidas das microempresas (ME), com 86%, e dos MEI (80%). Já o reconhecimento facial foi experimentado por 79% das EPP, 77% das ME e 76% dos Microempreendedores Individuais. Neste caso, os usos mais comuns são via relacionamento com bancos, desbloqueio de celular e uso na entrada dos estabelecimentos.

Considerando o gênero dos empreendedores, em geral, na pesquisa espontânea, o uso é equivalente entre homens e mulheres. Mas, quando analisadas em particular, algumas aplicações se mostram mais procuradas especificamente por empreendedoras, como: aplicativos que otimizam fotos (60% das mulheres contra 48% dos homens), Chat GPT, Deep Seek, Copilot, Gemini e outros de textos generativos (57% das mulheres contra 47% dos homens), assistentes virtuais (61% das mulheres contra 53% dos homens) e reconhecimento facial (79% das mulheres contra 75% dos homens). (Fonte: Agência Sebrae)

 

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