O Banco do Brasil (BB) anunciou nesta segunda-feira, 23, a assinatura de um acordo internacional que destinará até US$700 milhões a micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) brasileiras nos próximos três anos. Os recursos serão aplicados em operações de comércio exterior e em projetos voltados à energia limpa, com o objetivo de fomentar a produção sustentável e ampliar a competitividade desses empreendimentos no mercado internacional.
O acordo foi firmado em Londres com a Agência de Garantia de Investimentos Multilaterais (MIGA), braço do Banco Mundial voltado ao apoio de negócios em países em desenvolvimento. A operação integra o programa Trade Finance Guarantee (TFG), que fornece garantias contra riscos de inadimplência, facilitando a liberação de crédito a juros mais baixos e com maior segurança para os investidores.
A primeira liberação dos recursos será imediata, no valor de US$350 milhões, com participação de instituições financeiras internacionais como o HSBC Bank e o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA). Cada operação terá prazo de até um ano, e o acordo completo prevê suporte até 2027.
Na prática, a medida permitirá que MPMEs financiem não apenas suas exportações, mas também projetos sustentáveis e a aquisição de tecnologias voltadas para fontes renováveis, como energia solar, eólica, biomassa e biocombustíveis. Os empréstimos serão protegidos por garantia de até 95% da MIGA, o que confere à operação uma classificação de risco “AAA”, a mais alta do mercado financeiro internacional.
Para o Banco do Brasil, a iniciativa representa um avanço estratégico dentro do seu Plano de Transformação Ecológica, ao estimular investimentos que reduzem os impactos ambientais da produção. Ao mesmo tempo, reforça o papel das MPMEs, que representam cerca de 99% das empresas no Brasil, como motores do desenvolvimento econômico sustentável e da inserção do país no mercado global.
Com acesso facilitado ao crédito em moeda estrangeira e garantias robustas, o BB pretende ampliar sua oferta de financiamentos e diversificar suas fontes de captação, fortalecendo o setor produtivo e contribuindo para uma economia mais verde e competitiva.
Fonte: Agência Brasil



