Paralisação, iniciada em 2 de junho, afeta o funcionamento de centenas de escolas.
A greve dos professores da rede pública do Distrito Federal continua, após mais uma rodada de negociações sem acordo entre o Sindicato dos Professores (Sinpro-DF) e o Governo do DF. A paralisação, iniciada em 2 de junho, afeta o funcionamento de centenas de escolas.
De acordo com a Secretaria de Educação, nesta quinta-feira (5), 242 das 713 escolas da rede estavam totalmente paradas, o que representa 34% do total. As demais funcionam parcialmente, com 15% a 20% dos profissionais em greve.
O GDF apresentou uma proposta com quatro medidas: convocar 3 mil professores em dezembro de 2025; prorrogar o concurso de 2022; lançar novo concurso no segundo semestre; e construir, com mediação do Tribunal de Justiça do DF, um calendário para reestruturação da carreira em até 90 dias. A proposta foi rejeitada pela categoria, que a considerou insuficiente.
Os professores reivindicam reajuste salarial de 19,8%, reestruturação do plano de carreira, redução do tempo para alcançar o topo da tabela salarial e aumento dos percentuais de titulação (atualmente em 5%, 10% e 15% para especialização, mestrado e doutorado, respectivamente).
A Justiça do DF declarou a greve ilegal, aplicando multa diária de R$ 1 milhão ao Sinpro-DF e autorizando o corte de ponto dos grevistas. O sindicato recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Nesta sexta-feira (6), o governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou que a paralisação tem “motivações políticas” e garantiu que o governo seguirá contestando a greve judicialmente. “Nós demos o reajuste, incorporamos a PED, ainda falta uma parcela. A multa é de R$ 1 milhão por dia. Vamos ver”, disse.
O sindicato marcou assembleias regionais para segunda-feira (9) e uma nova assembleia geral na terça-feira (10), quando será definido o futuro da mobilização.
*Com informações do SBT News



