O caso é desdobramento da Operação Máscara Digital, conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC), da Polícia Civil de Goiás
O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa (PL), poderá ser investigado pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) por suposto envolvimento em um grupo acusado de praticar crimes digitais. O pedido de envio do caso ao TJ foi feito pela promotora Adriana Marques Thiago, da 18ª Promotoria de Justiça de Anápolis, e acolhido pela juíza Marcella Caetano da Costa, da 5ª Vara Criminal da cidade.
A solicitação ocorre no contexto da Operação Máscara Digital, conduzida pelo Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC), da Polícia Civil de Goiás. A investigação apura a prática de crimes como difamação, injúria, perseguição (stalking), falsa identidade e associação criminosa, com uso sistemático de redes sociais e perfis anônimos para disseminação de ataques e desinformação.
Núcleo político sob investigação
Entre os investigados estão Luís Gustavo Souza Rocha, ex-secretário de Comunicação da Prefeitura, e os jornalistas Denilson da Silva Boaventura e Ellysama Aires Lopes de Almeida. Segundo o Ministério Público, os três fariam parte de um grupo organizado que operava perfis falsos para atacar adversários políticos e críticos da atual gestão municipal.
O MP aponta indícios de participação direta do prefeito em articulações desse grupo, especialmente por meio do grupo de WhatsApp chamado “Café com Pimenta”, onde os investigados e o próprio prefeito estariam presentes. Mensagens atribuídas a Márcio Corrêa, segundo os autos, sugerem que ele teria instigado ou orientado postagens ofensivas veiculadas por perfis anônimos, como @anapolisnaroda2 e @anapolisnaroda3.
Provas e próximos passos
A operação já havia resultado no cumprimento de mandados de busca e apreensão, com a coleta de celulares e documentos digitais dos suspeitos. O material apreendido reforçou a linha de investigação da promotoria, que agora aguarda decisão do TJGO para eventual abertura de processo contra o prefeito, que possui foro por prerrogativa de função.
O Ministério Público de Goiás também deverá se manifestar novamente sobre o aprofundamento das investigações, que podem evoluir para denúncias formais se os indícios forem considerados suficientes.
*Com informações do Entrelinhas Goiás



